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O site Ballet para Adultos foi a consequência natural de um trabalho de divulgação do Ballet que se iniciou já há bastante tempo. Há mais de 25 anos o Ballet faz parte de minha vida e a cerca de 10 anos dou aulas de Ballet para estudantes que levam a arte do Ballet muito a sério. Sou bailarina, formada pelo Ballet Márcia Bueno.

Constantemente busco meu aperfeiçoamento como tática para oferecer um sólido aprendizado aos meus alunos.

Para tanto, participo constantemente de cursos e faço aulas semanais com diferentes professores... porque para mim a busca por conhecimento é uma constante. Como podem ver, o Ballet tem uma estreita ligação com a minha vida. Consequência natural disto foi expandir e divulgar o conhecimento adquirido. Primeiro dando aulas no Ballet Márcia Bueno, para bailarinos em processo de formação e adultos, e depois para as alunas portadoras de deficiência visual, da Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini (vale a pena conhecer o belíssimo trabalho da associação).

Sintam-se à vontade para navegar nas páginas deste site, conhecer nosso trabalho e participar dele, se assim o desejarem.

Abraços à todos

Daniela Sanches

5 de jan de 2011

Sobre minha história...

É muito comum lermos em reportagens ou ouvirmos falar de bailarinos(as) que passam de 8 a 12 horas por dia, 7 dias por semana treinando para suas apresentações em concursos ou espetáculos. Admiro quem tenha essa disponibilidade para tal carga horária e se dedique a esse ponto, porque embora o "leque da dança esteja bem mais aberto" hoje em dia, disciplina e comprometimento nunca são demais, principalmente para quem quer se profissionalizar. Aliás, acho que todos que fazem ou fizeram ballet já passaram, por essa fase de entrega total.

Essa etapa é necessária e de muito aprendizado, porém ela "passa". Adolescentes viram adultos e quase sempre a vida toma outo rumo, que acaba ocupando o espaço que antes eram das salas de aula.

Foi o que aconteceu com as minhas amigas. Viraram administradoras, nutricionistas, pubicitárias, pscicólogas, pedagogas... enfim profissionais de outras áreas, mas que nem por isso esqueceram o amor pela dança e abandonaram a arte. Muito pelo contrário.

Em 2007, minha professora Márcia Bueno, uma eterna estudiosa e incentivadora de todos os tipos de dança, fez uma viagem para a Coréia do Sul e trouxe na bagagem uma inspiração fantástica. Se tratava de uma dança popular de lá chamada Buchaenchun, ou seja, uma dança feita por mulheres com leques, que formando desenhos enaltecem a natureza.

Pois bem, no mesmo ano a Márcia montou uma coreografia linda inspirada nesse tipo de dança folclórica (neste mesmo gênero e chamada  inicialmente Memórias de uma Gueixa e depois Buchaenchun), que foi dançada por este grupo de meninas que, exceto eu, tem outras profissões que não estão ligadas a dança.

Em março de 2008, o ballet passa por algumas adaptações, feitas pela própria coreógrafa e durante seis semanan passamos a ensaiá-lo todos os dias, durante duas horas (sempre durante a noite, para que o grupo pudesse se reunir), com a finalidade de enviarmos um vídeo para concorrer a uma vaga na mostra competitiva de um dos festivais mais importantes do mundo: o Festival de Dança de Joinville.

Em maio, veio a boa notícia : o ballet Márcia Bueno, havia conquistado uma das vagas no festival para a modalidade Danças Populares.

Seguimos então,  ensaiando as mesmas 2 horas por dia até embarcarmos para Joinville.
No dia 17 de julho, chegou a nossa vez de subir ao palco. O esforço de ir ensaiar depois de dias inteiros de trabalho, foi então recompensado com as palmas de quase 13 mil pessoas durante vários trechos da coreografia. Ao final, a paltéia não só aplaudia, com também batia forte com os pés no chão em sinal de admiração.

Na coxia,  foi um choro só! Conquistamos o 1º lugar e no dia seguinte recebemos a notícia de que havíamos sido indicados à melhor grupo do festival.






Vimos nossa foto nas páginas de jornais em Joinville e São Paulo, em  revistas especializadas e sites como a Folha.com. Voltamos para casa não só com o prêmio, mas também com o orgulho de não ter abandonado o sonho de vencer um festival importante e de sermos representante de uma arte que tem espaço para todos, independente do caminho de vida seguido.

Com a vitória em 2008 ganhamos automaticamente uma vaga para 2009. Foi de novo uma grande emoção estar lá entre a nata da dança brasileira e novamente confirmando o que acabei de afirmar sobre todos poderem dançar, as campeãs da categoria  foram as senhoras (a maioria já na terceira idade) do grupo "Associação Parafolclórica Angelina Blahobrazoff", com a coreografia Bielo Rússia.

E assim foi....

Daniela Sanches Correia

Um comentário:

  1. Dani,
    Adorei seu blog!!!Me emocionei ao ler o texto "Sobre minha história..." me fez relembrar cada momento de nossa caminhada até chegar a Joinvile!Posso afirmar que esta história será eterna, pra contar para filhos, netos, bisnetos...Sucesso sempre!Gra

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